Vejo um muro branco e um vôo, pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal
Mensageiro natural de coisas naturais
Mas isso é tão normal
"E a gente olhava sem nenhuma pressa. Porque o destino daquelas nossas primeiras viagens era sempre o horizonte."
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Mariana Fagundes
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Por que não roubar fotos do flickr? É que eu me lembro todos os dias que é primavera e isso me deixa feliz. Achei que seria legal mostrar um pedacinho dela pra todos lembrarem também. Sensação super Érico Veríssimo em Clarissa e companhia essa da primavera, né? risos. É que esses tapetes de flores que surgem nas ruas fazem bem. Hoje até choveu desvairadamente. Tá que a chuva gerou alguns contratempos no meu dia, mas nada demais, foi até divertido. O ruim de hoje é que fui excluída da aula de TECA e ainda nem sei comoproceder. Daremos um jeito, sempre se dá um jeito. Ah, o aniversário do Worms foi hoje e rimos litros pq, né, rapadura feelings e 8-8-8,5 diz tudo! Fora essas coisinhas, partiu Piri =D
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Mariana Fagundes
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Os dias de Paola são sempre iguais. Acorda as 5:30, ou pelo menos programa o despertador para acordar as 5:30, mas ela sempre acaba por abrir os olhos dois ou três minutos antes da hora. Então fica olhando para o relógio e esperando os ponteiros se mexerem até o momento em que o barulho repetitivo e irritante começa a soar exaustivamente, arriscando acordar a irmã que dorme no quarto ao lado. Nesse ponto, Paola levanta da cama, abre o armário, pensa por um instante na roupa que vai colocar, querendo inovar, querendo inventar moda, querendo ousar, só que Paola, no final das contas, sempre abre a gaveta da direita, bem embaixo do espelho e pega uma camiseta larga, vai até a porta esquerda do armário e apanha uma calça jeans e amarra o cabelo com um prendedor preto. Tudo cotidianamente da mesma maneira desleixada que no dia anterior. Ela serve café numa xícara amarela, sempre 2/3 da xícara com café e o restante com leite. Paola não gosta de assistir televisão na hora do café. Está sozinha sempre e adora sua própria companhia, ainda preguiçosa tão cedo da manhã. Ela acaricia seu gato, ouve os passarinhos cantarem e vê pela janela o poste aceso e o vizinho da casa azul com uma estradinha de terra passando em seu caminhar desengonçado (digo da casa azul com uma estradinha de terra porque há também a casa azul sem nenhuma estrada). Logo em seguida, Paola sai, procurando pisar dentro dos quadradinhos da calçada e não nas linhas. Seu ônibus passa as 6:15, ou pelo menos era pra passar, mas, na verdade, ele costuma aparecer só uns oito ou dez minutos depois do previsto. Enquanto isso, Paola, rói as unhas, rói as unhas compulsivamente, e quando não há mais unhas para se roer ela rói os dedos. Não gosta de unhas compridas, também não gosta daquelas pelezinhas chatas que estão sempre incomodando, soltas, próximas às unhas. É claro que quanto mais ela rói, mais surgem as tais pelezinhas. Só que Paola não se importa. O ônibus passa, o seu ônibus é um da linha verde, as cadeiras não são confortáveis, mas pelo menos ela consegue ir sentada. A garota dos cílios postiços está sempre lá, sentada bem na frente, encarando o restante dos passageiros com seus olhos pintados e seu meio sorriso. Assim como o menino tímido do segundo ano, ele está sempre lá, só que ele nunca encara as pessoas, contenta-se em baixar os olhos e fixá-los no livro que, por vezes é um livro de cálculo e, por outras vezes, é uma apostila de geografia. A escola está quase vazia quando Paola chega. Aos poucos ela vai enchendo, chegam alunos, pais, professores, coordenadores, empregados, estagiários e quem mais se quisesse ver naquele circo. Sim, Paola costumava pensar, lá com seus botões, que a escola era um circo. Os alunos eram os palhaços; os professores, os animais em exposição, mostrando sua inteligência "quase-humana", sua obediência inegável e seu adestramento exemplar. Depois vinham os pais, eles eram os malabaristas, a mulher barbada, o faquir, o adestrador, o equilibrista, tudo em um só, dependendo do contexto, do humor, da vocação e da boa vontade. O mágico e o ilusionista ganhavam destaque no circo de Paola, porque eram identidades únicas e personalíssimas. O mágico era o professor Rodrigo, de história. Inteligente, divertido, sabe ensinar como ninguém e ainda por cima é super bonito. Um pitel! Era mágica ele fazer Paola aprender história. O ilusionista, por sua vez, era o carinha da sala do fim do corredor. Sobre esse ela preferia não entrar
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Mariana Fagundes
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Mariana Fagundes
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Laura mandando um beijinho, galera. Hoje eu acordei cedo pra ir pra aula, mas acabei ficando em casa e lendo A Máquina. Por que as pessoas precisam ser previsíveis, né?! Tantas coisas melhores do que a correção de uma prova. Agora estou tomando coragem pra voltar a fazer o fichamento, tô escutando strokes e refletindo. Um pouco sobre o que já foi e outro pouco sobre o que será. É claro que só o que importa agora é o futuro imediato: o fichamento.
"Se fosse pessoa organizada, teria ido logo pra casa começar seu trabalho, mas sua teimosia obrigou-o a passar antes na rua de baixo, só pra dar um beijo em Karina. Nem bem dobrou a esquina e já viu logo que ela tinha estado todos esses dias no portão, esperando por ele, com os olhos apertados até menos que a metade, pra poder enxergar mais longe. Fingiu que acreditou que ela só foi lá fora refrescar um pouco e fez que não reparou que seu coração estava batendo muito apressado. E quem disse que ela queria deixar ele ir embora mais nunca?"
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Mariana Fagundes
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Mariana Fagundes
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18:07
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