As aulas teóricas começam na terça, galere =) me desejem boa sorte. haha.
beijos e queijos :*
"E a gente olhava sem nenhuma pressa. Porque o destino daquelas nossas primeiras viagens era sempre o horizonte."
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Mariana Fagundes
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Salut ;D mais uma vez, galere. Pois é, o Dia Mundial de Combate Contra a AIDS está chegando, vai ser na próxima terça-feira. Não sei se vocês ficaram sabendo, mas bem no comecinho de setembro desse ano (no dia 6) foram divulgados os produtos de uma campanha publicitária alemã que viria a ser veiculada na ocasião do dia 1 de dezembro (o já mencionado dia da luta contra a AIDS). Só que, antes do final do ano chegar, essa peça deu muito o que falar. Vejam vocês mesmos =] Leiam o artigo que escrevi com um colega (o Paulo Victor) e reflitam.
No início de setembro deste ano, a agência publicitária “Das Comitee” (Hamburgo, Alemanha) lançou uma campanha contra a AIDS, a fim de ser veiculada nas TVs e cinemas alemães. Contratada pelo órgão humanitário “Regenboden”, a propaganda, de nome “AIDS, um assassino em massa”, chocou os críticos da área pelo caráter apelativo que deu ao problema endêmico provocado pelo vírus HIV, associando-o à figura do ditador Adolf Hitler.
O assunto Hitler ainda é bastante delicado na Alemanha e a situação agrava-se mais com o fato de a propaganda mostrar cenas de sexo explícito entre um casal (outro assunto delicado, dessa vez na sociedade ocidental contemporânea como um todo). A face do homem no vídeo só é descoberta ao final desse: é o rosto de Adolf Hitler. Para causar efeito, seguida da revelação, surge na tela a seguinte frase: “AIDS, um assassino
A campanha foi feita para ser promovida em toda a Alemanha, pretendendo conscientizar os cidadãos, principalmente os jovens, sobre a importância do sexo seguro. Foi levado em conta também que o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS se aproxima, será em 01 de dezembro.
Mas, como já foi mencionado, o nazismo continua sendo uma espécie de tabu na sociedade alemã e, de maneira menos intensa, no restante dos países. Criou-se uma espécie de mito diante da figura de Hitler. A comunidade judaica, que detém grande parcela da mídia mundial, expõe para a população a imagem do ditador como uma personificação do demônio. Não estamos dizendo com isso que as atitudes de Hitler não causaram efeitos bastante graves e impositivos para a humanidade, ele, de fato, foi cruel e déspota ao extremo ao defender suas ideologias.
Foi exatamente por esse motivo que a Agência Publicitária Das Comitte decidiu usar sua imagem (assim como as de outras figuras políticas que ficaram marcadas na história por seu modo desumano de agir: também foram feitos pôsteres de Saddam Hussein e de Josef Stálin) para causar impacto. Os criadores da peça, ao defenderem sua proposta, alegaram que pretendiam caracterizar o vírus como um elemento maligno. Seu objetivo era sacudir as pessoas e uma forma chocante de fazê-lo era dando à doença um rosto que “certamente não poderia ser bonito”, reproduzindo aqui as palavras de Dirl Silz, diretor de criação da campanha. O outro diretor de criação da empresa completa: “Muita gente não está consciente de que a AIDS mata todos os dias muitas pessoas. Eles (a ONG Regenbogen) queriam uma campanha que dissesse aos jovens que ela continua a ser uma ameaça”.
Já a ONG (Organização Não Governamental) responsável pela concepção da idéia, a Regenbogen, justificou-se utilizando números: “No mundo, morreram mais de 28 milhões de pessoas. E a cada dia surgem 5.000 novas vítimas. Com isso, a AIDS é um dos maiores assassinos de massas que já existiram até hoje”. O site da campanha também possui informações sobre o contágio e a proliferação da moléstia (por exemplo, a cada 15 segundos uma pessoa morre de AIDS no mundo). A campanha, portanto, apesar de abrir vertentes para um sem fim de críticas e polêmicas, as quais serão expostas em seguida, é, por outro lado, inegavelmente, memorável e, objetivamente, eficaz.
Antepondo-se ao ponto de vista no qual se baseia a publicidade, cidadãos, entidades e noticiários de toda a parte expuseram sua opinião, muitos acusando a propaganda de agressiva e preconceituosa. Segundo uma reportagem feita pelo portal G1 (da Rede Globo de Televisão), ONG's inglesas classificaram a peça como sendo um fator de estigmatização dos soropositivos, ou seja, colocando os aidéticos como "nazistas" e "assassinos" ou como pessoas do mal de quem se deve tomar distância. Algumas entidades européias apontaram para o caráter insensível da agência para com os portadores do vírus.
A Associação Alemã de Ajuda contra a AIDS (DAH), por sua vez, observou o aspecto contraditório da campanha que, de acordo com sua análise, viria a prejudicar o combate à doença. Além disso, ela provavelmente ofende, de modo generalizado, a todas as vítimas do nazismo. Carsten Schatz, integrante da direção da DAH, lembra, em comunicado oficial, que a publicidade “não tem nenhuma mensagem sobre como se proteger do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis”. Ele finaliza sua manifestação dizendo, ainda, que a proposta publicitária serviria somente para gerar pânico.
O repórter Adriano Nobre, do site português “i Informação”, em sua coluna sobre o fato, fala das opiniões de publicitários portugueses sobre o ocorrido. Criticando a ética da campanha, o diretor de criação da agência “Excentric” Jorge Teixeira, diz: “Geralmente o limite da publicidade é o bom senso de quem passa o cheque”. O site ainda cita a declaração de Luís Mendão, um dos diretores do “Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de Aids”: “A Aids é um problema sério e as pessoas devem ser alertadas usando todos os mecanismos possíveis. Mas parece-me incorreto usar a imagem de Hitler desta forma, diabolizando o soropositivo. Até porque o foco destes alertas deve estar na necessidade de proteção”.
De acordo com dados do blog Do Entrelinhas (confira no endereço: http://doentrelinhas.blogspot.com), a emissora alemã RTL recusou-se a veicular a propaganda, alegando que, não apenas o rosto de Adolf Hitler, como também as cenas de nudez e sexo parcial no vídeo são inadequadas. O site Youtube, igualmente, decidiu deletar o vídeo de sua página eletrônica, afirmando que seu conteúdo atenta contra o regulamento do site.
Quando as peças com as figuras de Adolf Hitler, Saddam Hussein e Josef Stálin foram divulgadas e a intenção era veiculá-las só no fim do ano, não se imaginava que elas gerariam tamanho desconforto. Isso torna o futuro dessa publicidade incerto. A DAH exigiu a suspensão da campanha. A Das Comitte, em contrapartida, tem em mãos a publicidade completa, composta por diferentes trabalhos (há pôsteres, vídeo e música).
Agora, quem deve decidir o que é melhor para seu público e para a sua população, são a mídia alemã e o seu Governo, entrando
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Mariana Fagundes
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A Cafeomancia é uma prática usada para adivinhar o futuro através da leitura da borra de café que aparece na parede e no fundo de uma xícara, depois de bebê-lo. Ela tem origem árabe, sendo, inclusive, muito difundida nesses países, tornando-se uma de suas mais ricas tradições, principalmente no Irã, na Turquia e no Sul da Rússia, onde era praticada pelas cortes dos grandes czares. Ler a borra de café é um exercício que exige muita concentração e sensibilidade, necessárias para que se perceba com clareza a figura que surge, decifrando-a. Para a realização da leitura, utilizam-se os seguintes componentes: o pó de café, açúcar, uma xícara e um pires branco. Acredita-se, ainda, que o café seja um excelente elemento para atrair a prosperidade. A fim de saber um pouco mais sobre a tradição tão inserida em muitas culturas mundo a fora, a Orelha Quente foi atrás de alguém reconhecido na área e que pudesse nos falar com maior clareza sobre o assunto. Conseguimos contato, então, com Lidija Milovic, exotérica iugoslava que imigrou para o Brasil há muito tempo e hoje, aos 55 anos de idade, tem seu próprio negócio para tratar de temas referentes à Cafeomancia e ao Tarô. Acompanhe a entrevista feita com Lidija:
Orelha Quente - A senhora pode nos explicar como decorrem as consultas?
Lidija - Bom, eu não faço consultas. Eu só estou olhando o que a xícara fala. Não sou eu quem fala, é a xícara quem fala. Ela tem energia. E abrindo a xícara você vê as coisas. Você sente, você cheira, você percebe e depois fala o que vê.
Orelha Quente - O que exatamente você vê na xícara?
Lidija - Um momento. O momento da pessoa e os sentimentos do momento dela. Geralmente, a energia sentimental é mais forte. Ela aponta para os medos, doenças e ansiedades das pessoas. A energia referente aos sentimentos do momento atual prevalece e o passo seguinte liga-se a situação do momento que a xícara mostrou.
Orelha Quente - Com quem ou como você aprendeu a ler a borra de café?
Lidija - Boa pergunta. Mas eu acho que isso não dá para aprender. Isso é uma coisa que muito tempo eu neguei, eu fugia desse dom. Minha mãe era muito boa em ver borra de café. Ao ter contato com o mundo árabe ela entrou em contato também com as xícaras. Lá ela, apesar de não saber explicar como, começou a olhar para as manchas e ela via as coisas, via as figuras, via as cores e essa é a energia. Quando eu nasci, junto dela, eu comecei a olhar para aquilo e via essa figura, via aquela outra. Foi assim que começou.
Orelha Quente - Qual é o público que procura os seus serviços?
Lidija - De jovens até velhos, todo mundo procura. Homens, mulheres, casados, desesperados, políticos, psiquiatras, todos.
Orelha Quente - Qual é o público predominante?
Lidija - Predominam as mulheres entre 25 e 35 anos de idade.
Orelha Quente - Como você acha que a sociedade recebe e encara o seu trabalho?
Lidija - Ela é vista como uma profissão exotérica. Algo totalmente atraente e que funciona, que dá certo e consegue atingir o objetivo de matar a ansiedade.
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Fui à Pirenópolis, pequena cidade turística do Estado de Goiás, apenas para passar o feriado, eu e mais dois amigos. Em uma das tardes do passeio, após aproveitarmos as cachoeiras e a lindíssima paisagem do lugar, decidimos descer dos morros a pé. Uma idéia divertida para uma viagem ainda mais divertida. Como bons jornalistas que somos (ou seremos), a câmera fotográfica era parte tão essencial das nossas jornadas quanto uma garrafa de água. Tirávamos fotos de tudo e de todos, aproveitamos para fazer nossos trabalhos das disciplinas da faculdade que envolvem fotografia e, claro, também registrávamos nossas próprias imagens, assim como algumas situações e momentos marcantes. E eles não foram poucos! Os três dias e duas noites de viagem resultaram em mais de duzentas fotos.
Mas a mais distinta delas, sem dúvidas, foi uma que tiramos naquela situação mesmo, enquanto descíamos das cachoeiras, pouco antes do pôr-do-sol. A princípio, a cena passou despercebida por nossos olhos. Foi quando, desatento, meu amigo olhou para o lado e viu. Era uma placa com os seguintes dizeres: “DISK HORSES”. Ficamos todos admirados e ao mesmo tempo achando a idéia bastante cômica. Todavia, analisando posteriormente, notei que era algo criativo e, ao ter essa percepção, tive vontade de ampliá-la e aperfeiçoá-la.
Meu projeto, primeiramente, era expandir o Disk Horses para outras regiões e cidades onde fosse possível sustentá-lo. Em municípios que possuem grande potencial turístico e belezas naturais exuberantes, com espaço para os cavalos e com uma pré-disposição das pessoas para experimentar novidades (turistas adoram o novo), a empresa funcionaria de maneira positiva. Preferi, então, criar não só um novo serviço para a comunidade, mas também um “auto-desafio”: trazer o Disk Horses para Brasília.
Os animais seriam colocados em uma fazenda não muito distante do Plano Piloto. Seria preciso comprar entre cinco e dez pequenos caminhões para o transporte. Em uma capital desse tamanho é bem plausível que indivíduos alternativos e que gostam de inovar se interessem por alugar cavalos. Existem também as pessoas que fazem equitação ou andam a cavalo por prazer. Porém, é evidente que, para um investimento tão grande, o público tem de ser consideravelmente maior, pois, como toda empresa, o Disk Horses visa o lucro.
Por isso, para atrair mais gente (e é nesse ponto que entra a minha própria criatividade), pensei em diversificar a proposta, aumentando os tipos de animais que podem ser emprestados. É possível usar (além dos cavalos) pôneis, ovelhas, burros, mulas e veados. Para tanto, teríamos que impor regras e restrições para a contratação de cada diferente bichinho. Mas as utilizações primeiras seguiriam, teoricamente, as instruções abaixo:
Cavalo - Será usado para aluguel no dia-a-dia por qualquer cliente a partir de determinada faixa etária (maiores de 16 anos, por exemplo). Alugaremos eqüinos para passeios, para corridas e para eventos. Veja as possibilidades:
Cavalo Simples – É o cavalo usado para passeio e para atividades ordinárias.
Cavalo de Corrida – É o animal treinado pela nossa equipe e capacitado para corridas profissionais e especializadas.
Cavalo de Festa – Será emprestado para casamentos, formaturas, aniversários e situações afins, nas quais o dono da comemoração deseje apresentar-se causando surpresa ou com elegância. (Ex.: a noiva chega montada em um cavalo para a cerimônia de casamento).
Cavalo Especial – Eqüino devidamente preparado para desfiles e eventos oficiais.
Cavalo Beto Carrero – Para ocasiões em que se deseje fazer alguma encenação, como a simulação do herói salvando a mocinha ou cenas referentes à mitologia.
Cavalo Príncipe Encantado – É a mais romântica e apaixonada de todas as nossas propostas. O cavalo Príncipe Encantado será útil para homens e mulheres que estiverem interessados em fazer seu próprio conto de fadas. Os pombinhos terão à disposição cavalos brancos e pretos (os mais bem escovados e de pêlos reluzentes da fazenda) e com a sela vermelha e as rédeas douradas. O objetivo é que as pessoas os aluguem para fazerem declarações de amor na casa, trabalho, academia, escola ou qualquer outro ambiente da metrópole para seus cônjuges ou pretendentes. É um jeito criativo e inesquecível de abrir o coração ou buscar a reconciliação. Apenas para complementar essa homenagem tão especial, o Disk Horses oferecerá, como brinde, um buquê de flores para o cliente.
Pôneis e Ovelhas – Serão destinados, exclusivamente, ao uso por crianças até 10 anos. As ovelhas, na época de Natal, poderão ser alugadas para Presépios Vivos.
Burros – Serão alugados para situações cotidianas (dependerá de regras determinadas pela empresa, com relação às condições físicas do animal e do cliente, para que se avalie se eles são compatíveis no que diz respeito à saúde do burro).
Burro Simples – Empréstimo comum (para montaria).
Burro Ió – Burrinhos pequenos que serão destinados a animação de festas infantis (para fotografias, para as crianças brincarem, para complementar a decoração).
Burro Shrek – Utilizado para festas, tanto para a decoração ou animação, quanto como acompanhante em festas à fantasia ou situações similares.
Mula – Tem a pretensão de serem alugadas no dia-a-dia.
Mula Especial de Halloween – Para quem tiver uma festa de Halloween à vista e quiser arrasar com sua fantasia, fizemos um especial de Halloween: a Mula sem Cabeça. Vestiremos na cabeça da mula uma máscara especial com brilho de fogo, para simular que o animal está sem cabeça e, depois disso, é só o cliente se divertir e divertir também a todos os amigos que achavam que mula sem cabeça não existia.
Veados – É uma seção especial de Natal, os veados do Disk Horses serão alugados em um conjunto de, no mínimo, quatro para carregar o trenó do Papai Noel
Obs.: (1) Não será permitido usar qualquer um de nossos animais como meio de carregar qualquer tipo de produto ou clientes, pois, conforme a ética do Disk Horses, essa seria uma forma de maltrato aos bichinhos.
(2) O Cavalo Beto Carrero não fará representações relacionadas à guerra ou lutas, de acordo com o código de ética do Disk Horses.
(3) O aluguel do Burro Ió deverá considerar a quantidade de crianças na festa e também a forma como os serviços do animal serão aplicados, com o intuito de evitar que este fique estressado e prejudicado fisicamente.
Apresentada a idéia, basta, agora, conseguir financiamento para colocá-la
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Mariana Fagundes
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Nem era assim tão óbvio que ele queria deixar transparecer e pronto; sem vergonha, sem angústias, sem qualquer intimidação. Afinal, ele a tinha. Não fora nada fácil conseguir, foram vários estágios, todos incansáveis. Mas agora ele a tinha. Dizem que nada é para sempre, mas a sua conquista era eterna e inigualável. Ele podia fazer inveja em todos, bastava colocar as mãos para cima, segurá-la firme e gritar “eu consegui!”. Sim, era para o mundo inteiro enxergar. Pena que não era claro. Pena ainda maior que era desinteressante para as outras pessoas. Apenas ele (e mais ninguém) conseguia medir a transparência daquele momento: ele tinha para si o conteúdo do cartão de aniversário que Ana enviará para Augusto, no verão de 1967. Era preciso explicar a fuga, era preciso entender os motivos e era mais preciso ainda esclarecer a história de Lucas. Ana era sua irmã, que fugira para a Bolívia deixando casa, cachorro, pai, irmão e namorado. Augusto era o namorado (naqueles tempos). E Lucas continua sendo o irmão. Quando ela foi embora, Lucas deixou com ela, por precaução, sua própria loucura. Mas quem pode viver sem loucura? Por isso ele queria com toda a força que se pode querer o cartão, só para ver se era possível resgatar a loucura. O cartão tinha uma frase e a frase, loucamente, dizia tudo: "A certeza foi acertar de primeira, o medo agora é não acertar nunca mais". Aí, então, Lucas enlouqueceu, recuperando seu antigo e agradável estado de espírito. Ele conseguira, por fim. Dera-se conta de que, outrora, havia certezas para Ana. Ela sabia que amava Augusto, acreditava que precisava do pai e afirmava ter que tomar conta de Lucas. Certo dia, porém, ela acordou meio zonza e, como se fosse mágica ou então como se fosse lógico, viu que era tudo remoto e frágil. Por não querer quebrar os sentimentos dos seus e por ter consciência de que já estava bem longe, Ana, simplesmente, se foi. Sua única bagagem era a loucura de Lucas. A mesma que ele tinha acabado de reencontrar. Foi aí que ele percebeu que para Augusto estava tudo tentando se equilibrar em uma espécie de corda bamba, em um fio quase invisível que tinha como responsabilidade ser forte o suficiente para segurar um mundo inteiro em seus nós. Ou, quem sabe, não estivesse. Poderia ser que Ausgusto fosse, hoje, indiferente. Contudo, para Lucas sim, o medo era, sem dúvidas, não acertar nunca mais. Pelo menos ele estava arriscando. Sua reação aos fatos era a estagnação. O que importava mesmo é que ele, por fim, conseguira: a loucura era, mais uma vez, toda sua. Ele só ficava ali, imóvel, comemorando. Apesar de não ser assim tão óbvio que ele queria deixar transparecer e pronto; sem vergonha, sem angústias, sem qualquer intimidação. Afinal, ele a tinha.
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Mariana Fagundes
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"Quem não vive agora não vive nunca. O que você está fazendo?"
- Piet Hein, poeta dinamarquês
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Mariana Fagundes
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Mariana Fagundes
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Well, well. Final de feriado e resolvi ressurgir aqui, depois de todo tanto tempo de abandono. Foram tantas emoções depois de um pseudo-Halloween fracassado. risos. Pobre Thiago, sem saber comoproceder com uma Mariana arrependida, alterada e sonolenta no carro, uma Elis apaixonada pelo Pedro-Paulo e preocupada em saber se ele ia ou não ligar pra ela no futuro e uma Dani histérica. É divertido recordar. O bom mesmo foi penetrar no aniversário da bróder da minha prima e me divertir a noite inteira com música BOA e gente pirada. Nada como chegar em casa na hora do café da manhã sempre =) faz bem pra alma, acreditem! Ontem, entretanto, foi a noite de parar e refletir sobre os últimos momentos. Assisti um filme suscetível de análises intensas (haha): Foi apenas um sonho. Já viram? Vejam. É chocante e triste. Mas não triste de forma arrebatedora. Simplesmente triste, com tudo que a palavra "simplesmente" tem que banal e usual. Depois de assistirem, caso alguém resolva assistir, reflitam sobre quem é realmente louco, sobre o quanto nos acomodamos e se nossos sonhos tem mesmo algum valor (para alguém e, principalmente, para nós mesmos). Eu refleti. Só que nem conclui nada. É difícil tirar conclusões sobre assuntos tão óbvios mas que nos assombram diariamente. Há uma cena em que o cara com problemas psíquicos é super inconveniente e joga na cara do casal todos os seus "patos selvagens" (sim! eu faço Oficina de Interpretação), quer dizer, seus medos, falhas, erros, tudo aquilo que é 'sujo' e estava escondido no armário, jogado embaixo do tapete. É sempre ruim e (mais uma vez) inconveniente escutar a verdade. Tá, só resolvi falar disso tudo porque estava aqui lembrando de Beleza Americana. No final das contas todas, existe mesmo muita beleza no mundo e isso nos invade, nos infla, nos enche. O que vocês pensariam naqueles infinitos segundos antes de morrer? Acho que iria pensar no céu azul de um dia em que eu brincava no quintal da casa da minha avó com minha prima mais velha. E numa menininha comendo melância que eu vi, uma vez, há muito tempo atrás, enquanto passeava de ônibus lááá em Panambi. Talvez eu só pensasse em pessoas. Mas pode ser também que só visse tudo branco. Ou, então, tudo escuro.
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Mariana Fagundes
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