Quase abandonei meu pobre blog, não foi?! Coisas da vida, estamos nos encaminhando para o fim de outubro e já existem Papais Noéis na rua. Hoje andei fazendo as contas e, se tudo der certo (tudo vai dar certo!), faltam apenas nove aulas do Martino até o dia 23/11 (acho que é esse o dia da entrega do último fichamento). Estava na aula de Planejamento Gráfico e a professora falou, por algum motivo que já nem me lembro mais, de sequências. Observação importante: está sem trema não porque já me adequei às novas regras gramaticais mas sim pela falta de habilidade pra descobrir como se digita o símbolo em questão neste teclado. Pois é, parei um momento para refletir, é tudo uma questão de sequências. Questão, como diria um experiente e abstracionista professor meu. As sequências de dias, as sequências de horários, as sequências de matérias na faculdade ou as sequências de afazeres do indivíduo. A sequência que nos leva ao resultado que queríamos obter. Mas, como li no livro da resenha de Criatividade (i-nerd level 2), o pensamento é ramificado, ele se divide entre pensamento vertical e pensamento lateral. O pensamento vertical diz respeito a tudo que baseia-se na lógica e nas estratégias pré-estipuladas para serem resolvidas. Opostamente, o pensamento lateral é o estalo, a idéia que vem por acaso, desapercebida, fruto da criatividade e semente da criação. Isso só é relevante porque, fazendo um paralelo, as sequências podem seguir as mesmas vertentes. Quero dizer que a sequência não tem de ser precisa, não tem de ser óbvia e não tem de ter regras. Essa coisa de vida regrada demais desanima. É muito mais excitante conviver constantemente com o inesperado, não? Não que as coisas precisem ser bagunçadas. Não mesmo, gosto de organização, afinal, por mais que o Thiago não acredite na força do nosso signo, a chatice dos virginianos é bem poderosa. Minha irmã tem dois anos, ela tem uma sequência de atividades diárias. Ela acorda cedo, toma o leite dela, brinca na casinha de bonecas, vai para o parquinho, volta pra almoçar, dorme depois do almoça, acorda para brincar de novo, espera minha mãe chegar de tardezinha e depois jogo os joguinhos que ela adora ou assiste os DVDs dela. É fixo demais e poderia ser monótono. Só que não é. Ela tem dois anos, inventa uma coisinha aqui e outra ali pra mudar a rotina. Gosta de perseguir o cachorro, esses dias ela inventou de começar a virar cambalhota. Ah, agora, há pouco tempo, ela resolveu pegar várias toalhas no armário dos meus pais e arrumá-las todas no chão da sala para pular sobre elas e então ela soltava uma daquelas gargalhadas impagáveis que só os bebês sabem fazer. Crianças criam. É uma sequência de sensações. Um amigo me disse que quanto mais fazemos, mais fazemos. Seria válido fazermos um esforço pra sequencializsar todo dia de forma diferente. Quando escolhi fazer jornalismo, pensei na possibilidade de viver novas experiências e entrar em contato com idéias e concepções diferentes. Devia ser por isso que eu queria ser atriz quando era criança. Ser várias pessoas, incorporar diversas personalidades, vivenciar as mais variadas almas. Pode parecer insatisfação, mas acho que não é bem isso, é uma necessidade de mudar, de experimentar. Dizem que respirar novos ares faz bem. Tá, meu texto tá ficando super chato e confuso, daqui a pouco vai parecer um McLuhan no fichamento final do Martino. Bom, tem uma música do Skank que diz assim: "na confusão do dia-a-dia, no sufoco de uma dúvida, na dor de qualquer coisa é só tocar essa balada de swing inabalável que é o oásis do amor. Eu vou dizendo na sequência bem clichê, eu preciso de você...". Se, na sequência, as coisas tivessem seguido o rumo previsto, qual seria o final da história? Aliás, não se a história já acabou. Os finais nunca são previsíveis, nem necessariamente infelizes. No final de Grande Menina, Pequena Mulher, Ray fala que toda história tem um fim, mas na vida cada final é um novo começo. Então, reflitam...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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