Nossa! Eu realmente não estou mais conseguindo produzir. Sim, estou fazendo as reportagens da revista de PG. Mas só penso no semestre acabando, nas férias, no verão, na vida longe desse segundo semestre que insiste em me perseguir. Ah, as festas foram ótimas, festas são sempre boas. Aliás, quase sempre, exceto aquelas em que o Thiago e a Elis estão. huahuahua. O problema foi o conteúdo mesmo. Que conteúdo? Hoje minha reflexão foi em cima de um cena bonita que ficou na minha memória sábado passado, na festa de aniversário da amiga da minha prima, a Irina. Não sei se cheguei a comentar. Essa cena me lembrou outra cena também bem massa que rolou no dia do Peru de Natal, lá em Jaguari, no Natal do ano passado. Todas as cenas inesquecíveis da vida tem que ter música tema, né? Chama-se Tempo Perdido, Legião Urbana. Na terça-feira o Thiago passou na UnB pra me buscar, eu tava saindo super deprimida da aula de História da Filosofia Antiga e quando entrei no carro tava tocando a dita cuja. Ela é de arrepiar quando nós paramos pra pensar no "somos tão jovens". Foi esse momento que ficou marcado na minha memória no sábado. Estávamos dançando, todos felizes e animados, na Gates, e aí Tempo Perdido começou a tocar (só para constar, tô ouvindo Eduardo e Mônica agora. haha). O fato é que nos unimos numa rodinha, um grupo de umas 15 pessoas eu acho, ocupamos um espaço enorme do ambiente e girávamos enlouquecidos gritando a letra da música. Eu encarava cada um deles e pensava "somos tão jovens", e dizia "somos tão jovens" e respirava aquela sensação de "somos tão jovens". Voltando alguns meses nesta juventude, desembocamos na trágica noite em que eu e a Camilla quase viramos comida na mesa de Natal. É claro que essa história fica pra uma outra ocasião. O que importa é que deviam ser umas 3 horas da manhã. Estávamos sentados na área da frente do Pseudo-Shopping de Jaguari. Se não me falha a memória (e ela provavelmente me falha, porque não é das melhores) nossa disposição era a seguinte: a Camilla encostada de um lado de uma das pilastras da entrada, o Chico escorado do lado oposto, em frente, eu, do lado de um grande vaso de flores, do meu lado o Saco, apoiando-se na vitrine de uma loja, do seu lado o Pedro e logo depois a Mari. Talvez o Pedro e o Chico estivessem em posições invertidas. Isso não vem ao caso. Sei que haviam coleguinhas na escada lateral com um ou dois violões cantando todo tipo de música e nós ríamos deles e também de nós mesmos. Até que eles cantaram, ironicamente, Tempo Perdido. Isso é tão sugestivo, não é? Cantamos, o Chico cantava em alto e bom som, o Pedro com ar nostálgico, a Mari com certa tristeza na voz, o Saco com convicção, a Milla sem muita certeza e eu como alguém que estivesse tentando guardar aquela cena pro resto da vida. É que foi lindo! Chovia, chovia uma daquelas chuvas de verão que deixão saudade. Em julho, houve um dia em que estávamos todos reunidos bebendo vinho e o Pedro cobrou que o Saco devolvesse o copo de vinho porque ele o estava segurando por tempo demais. Ao que o Saco respondeu: "Não, cara! Deixa eu segurar mais um pouco. Porque eu sei que essa é uma daquelas cenas que eu vou querer lembrar quando estiver lá no Rio, é uma das cenas que eu vou sentir saudades". Já não é mais verão de 2008, não é mais julho de 2009, não é mais sábado passado. Só que nós continuamos sendo tão jovens. O que será que estamos fazendo com nosso tempo perdido?
obs.: exceto o momento melodrama, aqueles lá de cima somos nós na festa da Irina. Dá-lhe Bono ;D
obs.: exceto o momento melodrama, aqueles lá de cima somos nós na festa da Irina. Dá-lhe Bono ;D

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