Olá, people! =) (roubei essa do meu fofíssimo primo/cunhadinho querido)
Jaguari, cá estamos. Acordei hoje as 3 horas da tarde, na hora em que a Elis e o Thiaguinho saíram para comprar ingredientes para lasanha e brigadeiro e deixaram o computador ligado. Vim aqui invadir e encontrei meu blog. Tcharãn! Lembrei que o coitadinho está abandonando, com teias de aranha e tudo. É o seguinte, mil coisas aconteceram desde o fim da Confecom, como o Thiaguinho e a Elis (pseudo) namorando e depois nós todos caindo de pára-quedas no Fórum Social Mundial e em seguida aqui, na casa da minha vó, em Jaguari (Jaguar + Ih em tupi quer dizer rio do jaguar). Comecemos pelo Fórum, foram dias inesquecíveis. Desde a marcha de abertura do evento, em que andávamos em milhares pelas ruas de Porto Alegre (não lembro o número exato de pessoas e tô com preguicinha de entrar no e-mail do Thiaguinho para ver) pedindo por um mundo melhor. É simplesmente mágico reunir pessoas que querem fazer diferença e que saíram do querer e foram para o lutar. Tinha gente de todas as idades (desde criancinhas até velhinhos), de todas as culturas, de todo o mundo, com as idéias e ideologias mais distintas. Só que isso tudo reunido por uma única causa: mudar o mundo. A UNE tentava recriar toda aquela força, apesar da atual descentralização do movimento. Fomos em algumas palestras pela educação. Vimos coisas incríveis. O pôr-do-sol na beira do Guaíba indescritivelmente bonito, acompanhado pela Saudação aos Sete Lados do Sol (acho que era isso). Foi nesse dia que descobri a Aldeia da Paz e também a Ale. Ale é uma menina que se perdia o tempo todo da galera do Rio (com quem ela foi pra lá), o Thiago e ela se conheceram no ônibus e ela era piradinha, nesse dia ela resolveu se enfiar no meio dos hippies, porém, ela não estava muito certa se era realmente isso que ela queria e por isso ela acabou realizando os movimentos da saudação timidamente e fugindo (quase) discretamente para trás da rodinha (era uma roda. as fotos são super engraçadas, a parte da Ale). A Aldeia da Paz, por sua vez, é uma comunidade de hippies, sem dúvidas o que eu mais gostei e achei admirável no Fórum. A organização deles é exemplar, eles fizeram plantações, cozinhavam e distribuiam comidas naturais para todos (na seguinte ordem: primeiro as crianças e mulheres grávidas, depois os trabalhadores, depois os demais membros da aldeia e, por fim, os visitantes), ensinavam a quem quisesse saber como funciona uma agricultura familiar com objetivos a serem conciliados como a saúde e a economia de espaço... Vimos outros pontos interessantíssimos também, como a busca de uma sociedade melhor através da música, das artes, ouvímos várias posições políticas diferentes, muitas eram extremamente radicais, mas todas eram tocantes, pela convicção que cada um naqueles debates tinha (ainda tem) de que é possível melhorar todas as coisas. Claro que nem tudo foi um mar de rosas, o acampamento era uma confusão, ainda mais com a chuva enlouquecida que caia diariamente. Nós estávamos instalados na Cidade do Hip-hop. Observação importante: nenhum de nós três curte esse estilo musical. Era trágico acordarmos ilhados e ainda por cima escutando os manos cantarem aquelas músicas que eu não sei nem descrever. Mesmo assim é importante que eu coloque que ocorriam discussões muito interessantes na cidade do Hip-hop, eu mesma presenciei uma muito boa sobre o Haiti. Mundando de ponto: o banheiro então... Ai! Água gelada, uma sujeira só e filas que contornavam a casinha dos chuveiros. Havia a opção "chuveiro coletivo fechado", eu e a Elis tentamos e até ficamos felizes no primeiro banho, mas no segundo vimos coisinhas desagradáveis e desnecessárias. Resultado: desistimos e voltamos para o velho método de outrora (já descrito). Existiam também os "chuveiros coletivos abertos", mas esses ninguém teve coragem de usar. haha. E o calor! aaah, o calor de Porto Alegre no verão. Mal imaginavam meus amiguinhos que eu conseguiria lhes apresentar um calor ainda mais infernal na semana seguinte (Jaguari, a cidade das belezas naturais, é um buraco, literalmente). Tínhamos que ficar horas e horas no trem e no ônibus, mas era o momento ideal para fazer novas amizades. Eu que o diga! Conhecemos pessoas incríveis durante estes cinco dias. Como a Fabíola, nossa louca amiga que surgia em uma fumacinha de maconha fazendo "puff", o cartomante (ou tarólogo, como a Elis prefere dizer) que nos disse que o Matheus (irmão do Thiago) vai arrumar uma namoradinha na UnB, o negão (que eu prefiro não comentar: vejam as fotos. haha) e o Márcio, um cara super simpático que nos disponibilizou sua casa numa noite quente em que fomos animados em busca do show no Gasômetro que perdemos e, consequentemente, isso nos fez perder o trem. Apesar da crise dos 26 anos, ele nos recebeu muito bem e naquela noite eu dormi sem escutar nada (nem mesmo a madrugada picante dos bróders). Fechamos nossa viagem com chave de ouro com a Festa na Floresta. Uma super festa com amigos que nos buscaram no acampamento de carro e nos levaram até a chacára mais bonita que eu já vi, numa belíssima noite de lua cheia. O fato é que era para a festa lotar, mas só nós três aparecemos. E quando eu digo só nós três não é exagero, acreditem! Tiveram até que cancelar o ônibus que tinham alugado para levar o pessoal para a festa porque saia mais barato levar nós três de carro. huauhahua. De qualquer maneira, o dono da casa e sua amiga eram muito simpáticos e nós nos divertimos bastante. Meu amigo de ônibus, o Igor, fez sérias críticas quanto a descentralização dos eventos e palestras do Fórum, fato que foi a novidade desse ano. Acredito que isso realmente tenha piorado as coisas, porque nós mesmos, pela confusão de ter que ir de um lado para o outro, perdemos muitas das programações que queríamos ver. Mas sobre isso não posso opinar, foi o primeiro Fórum que eu fui. Só sei que adorei e pretendo ir nos próximos. Só não sei onde ele vai ser, vai ter um em junho nos Estados Unidos, mas nessa época pretendo estar indo para Salvador. Só que isso fica para um próximo post. Falando nisso, o que fica para "O" próximo post são as novidades das nossas férias no interior do Rio Grande do Sul. Porque agora vou ali comer brigadeiro, eu já recusei algumas vezes e os bróders estão achando que eu estou doente. As fotos são da Aldeia da Paz . Divirtam-se =) beijos e queijos
Jaguari, cá estamos. Acordei hoje as 3 horas da tarde, na hora em que a Elis e o Thiaguinho saíram para comprar ingredientes para lasanha e brigadeiro e deixaram o computador ligado. Vim aqui invadir e encontrei meu blog. Tcharãn! Lembrei que o coitadinho está abandonando, com teias de aranha e tudo. É o seguinte, mil coisas aconteceram desde o fim da Confecom, como o Thiaguinho e a Elis (pseudo) namorando e depois nós todos caindo de pára-quedas no Fórum Social Mundial e em seguida aqui, na casa da minha vó, em Jaguari (Jaguar + Ih em tupi quer dizer rio do jaguar). Comecemos pelo Fórum, foram dias inesquecíveis. Desde a marcha de abertura do evento, em que andávamos em milhares pelas ruas de Porto Alegre (não lembro o número exato de pessoas e tô com preguicinha de entrar no e-mail do Thiaguinho para ver) pedindo por um mundo melhor. É simplesmente mágico reunir pessoas que querem fazer diferença e que saíram do querer e foram para o lutar. Tinha gente de todas as idades (desde criancinhas até velhinhos), de todas as culturas, de todo o mundo, com as idéias e ideologias mais distintas. Só que isso tudo reunido por uma única causa: mudar o mundo. A UNE tentava recriar toda aquela força, apesar da atual descentralização do movimento. Fomos em algumas palestras pela educação. Vimos coisas incríveis. O pôr-do-sol na beira do Guaíba indescritivelmente bonito, acompanhado pela Saudação aos Sete Lados do Sol (acho que era isso). Foi nesse dia que descobri a Aldeia da Paz e também a Ale. Ale é uma menina que se perdia o tempo todo da galera do Rio (com quem ela foi pra lá), o Thiago e ela se conheceram no ônibus e ela era piradinha, nesse dia ela resolveu se enfiar no meio dos hippies, porém, ela não estava muito certa se era realmente isso que ela queria e por isso ela acabou realizando os movimentos da saudação timidamente e fugindo (quase) discretamente para trás da rodinha (era uma roda. as fotos são super engraçadas, a parte da Ale). A Aldeia da Paz, por sua vez, é uma comunidade de hippies, sem dúvidas o que eu mais gostei e achei admirável no Fórum. A organização deles é exemplar, eles fizeram plantações, cozinhavam e distribuiam comidas naturais para todos (na seguinte ordem: primeiro as crianças e mulheres grávidas, depois os trabalhadores, depois os demais membros da aldeia e, por fim, os visitantes), ensinavam a quem quisesse saber como funciona uma agricultura familiar com objetivos a serem conciliados como a saúde e a economia de espaço... Vimos outros pontos interessantíssimos também, como a busca de uma sociedade melhor através da música, das artes, ouvímos várias posições políticas diferentes, muitas eram extremamente radicais, mas todas eram tocantes, pela convicção que cada um naqueles debates tinha (ainda tem) de que é possível melhorar todas as coisas. Claro que nem tudo foi um mar de rosas, o acampamento era uma confusão, ainda mais com a chuva enlouquecida que caia diariamente. Nós estávamos instalados na Cidade do Hip-hop. Observação importante: nenhum de nós três curte esse estilo musical. Era trágico acordarmos ilhados e ainda por cima escutando os manos cantarem aquelas músicas que eu não sei nem descrever. Mesmo assim é importante que eu coloque que ocorriam discussões muito interessantes na cidade do Hip-hop, eu mesma presenciei uma muito boa sobre o Haiti. Mundando de ponto: o banheiro então... Ai! Água gelada, uma sujeira só e filas que contornavam a casinha dos chuveiros. Havia a opção "chuveiro coletivo fechado", eu e a Elis tentamos e até ficamos felizes no primeiro banho, mas no segundo vimos coisinhas desagradáveis e desnecessárias. Resultado: desistimos e voltamos para o velho método de outrora (já descrito). Existiam também os "chuveiros coletivos abertos", mas esses ninguém teve coragem de usar. haha. E o calor! aaah, o calor de Porto Alegre no verão. Mal imaginavam meus amiguinhos que eu conseguiria lhes apresentar um calor ainda mais infernal na semana seguinte (Jaguari, a cidade das belezas naturais, é um buraco, literalmente). Tínhamos que ficar horas e horas no trem e no ônibus, mas era o momento ideal para fazer novas amizades. Eu que o diga! Conhecemos pessoas incríveis durante estes cinco dias. Como a Fabíola, nossa louca amiga que surgia em uma fumacinha de maconha fazendo "puff", o cartomante (ou tarólogo, como a Elis prefere dizer) que nos disse que o Matheus (irmão do Thiago) vai arrumar uma namoradinha na UnB, o negão (que eu prefiro não comentar: vejam as fotos. haha) e o Márcio, um cara super simpático que nos disponibilizou sua casa numa noite quente em que fomos animados em busca do show no Gasômetro que perdemos e, consequentemente, isso nos fez perder o trem. Apesar da crise dos 26 anos, ele nos recebeu muito bem e naquela noite eu dormi sem escutar nada (nem mesmo a madrugada picante dos bróders). Fechamos nossa viagem com chave de ouro com a Festa na Floresta. Uma super festa com amigos que nos buscaram no acampamento de carro e nos levaram até a chacára mais bonita que eu já vi, numa belíssima noite de lua cheia. O fato é que era para a festa lotar, mas só nós três aparecemos. E quando eu digo só nós três não é exagero, acreditem! Tiveram até que cancelar o ônibus que tinham alugado para levar o pessoal para a festa porque saia mais barato levar nós três de carro. huauhahua. De qualquer maneira, o dono da casa e sua amiga eram muito simpáticos e nós nos divertimos bastante. Meu amigo de ônibus, o Igor, fez sérias críticas quanto a descentralização dos eventos e palestras do Fórum, fato que foi a novidade desse ano. Acredito que isso realmente tenha piorado as coisas, porque nós mesmos, pela confusão de ter que ir de um lado para o outro, perdemos muitas das programações que queríamos ver. Mas sobre isso não posso opinar, foi o primeiro Fórum que eu fui. Só sei que adorei e pretendo ir nos próximos. Só não sei onde ele vai ser, vai ter um em junho nos Estados Unidos, mas nessa época pretendo estar indo para Salvador. Só que isso fica para um próximo post. Falando nisso, o que fica para "O" próximo post são as novidades das nossas férias no interior do Rio Grande do Sul. Porque agora vou ali comer brigadeiro, eu já recusei algumas vezes e os bróders estão achando que eu estou doente. As fotos são da Aldeia da Paz . Divirtam-se =) beijos e queijos
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